31 de julho de 2007

Sistema Rafaelístico.

Pode-se dizer que um dos objetivos do Rafael Maia é construir a “idéia perfeita”, por muitos denominado perda de tempo. O Rafael encontra-se disperso em várias identidades, aparecidas em épocas diferentes, destinadas a satisfazer necessidades criadas por variadas situações sociais e a solucionar os mais diversos conflitos de interesses. Dentre essas identidades, umas pertencem a tempos diferentes, outras, superiores, como a personalidade principal; a maioria informada por princípios comuns a mais de uma identidade, que possibilitam agrupá-las em conjuntos regidos pelos mesmos. O observador formula as identidades, enquanto compete ao Rafael reduzi-las a unidades lógicas, evitando assim as contradições dentro de uma ordem mental. Rafael Maia é, pois, a unificação lógica das identidades e dos princípios da personalidade vigentes em uma existência, obra de sua mente.
Para entender tal lógica, o observador elimina contradições porventura existentes entre identidades e entre personalidades; estabelece hierarquia entre as fontes dos pensamentos Rafaelísticos, escalonando-os; formula conceitos, extraídos do conteúdo das identidades e do enunciado nas personalidades; agrupa identidades em conjuntos orgânicos e sistemáticos, levando em conta a função que devem elas cumprir, como é o caso das socializações; estabelece classificações, ou seja, aponta lugar de cada identidade no meio sócio-cultural. Os códigos de comunicação utilizados são exemplos de pensamentos Rafaelistícos.
Inconcebível, logicamente, haver mais de uma personalidade principal por existência e para cada meio sócio-cultural. Para construí-la, agrupam-se, por afinidade de pensamentos, várias identidades vigentes, extraindo delas conceitos e princípios, buscando os laços que as unem ou as aproximam, para depois inferir delas princípios muito gerais e compreensivos que as informam e as tornam afins. Procedendo assim, dá unidade da personalidade principal.
A verdadeira personalidade, conclui o Rafaelismo, não é índice esquemático a seguir, mas a organização científica das atividades mentais, que, com precisão e rigor, formula conceitos, delimitando o alcance dos mesmos, bem como atribui o valor e a importância de cada identidade, entrelaçando-as e subordinando-as, de modo a que cada uma tenha o lugar que lhe compete, sem destacar umas com prejuízo das outras. Além disso, o observador parte desses dados para os princípios gerais e fundamentais dos vários pensamentos Rafaelisticos, conciliando-os, quando necessário. Partindo deles entrega-se à tarefa de formular a compreensão geral do Rafael Maia. A construção da identidade tem como objetivo, descobrir os pontos obscuros e contraditórios ou incompletos contidos na personalidade, bem como harmonizar e coordenar as finalidades opostas de dois ou mais fatos sócio-culturais.

Se você, leitor, não entendeu muito, explico que não sou simples, mas tenho uma receita a se seguir.

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