2 de outubro de 2007

Pensamentos perdidos de forma branda

Então de repente me volta o prazer cósmico de tecer palavras. Me veio a mente a frase clichê já desgastada por meu teclado: “Não escrevo, só desenho palavras” e que puxa como se tivesse anzol a outra não menos gasta: “É só o destino escrito a lápis”, permiti-me desfrutar da idéia de que talvez não fosse tudo em vão.

Obrigado aniversariante desconhecida por me lembrar que as palavras valem mais que toda a pesada idéia de que deveria estar ‘perdendo meu tempo’ com uma outra coisa qualquer. Até esqueci a parte em que eu busco velhas seqüências de parágrafos que escrevi em outras eras e permito-me delinear novas figuras. Muito obrigado por tudo, que fez, talvez sem saber.

Estou gripado em demasia. Mas o cigarro continua me acusando de ter vícios. São essas falhas, tanto a gripe quanto o cigarro, que me lembram da limitação humana de não ser nada além disso... humano. A arrogância inerente do pensador, que mesmo pensando vez por outra na humildade, levou-me a pensar por vozes na possibilidade de ser algo maior aprisionado na frágil casca de ‘gente’. Aquela velha caixa de couro com as idéias dos sete ‘Ds’.

E já se foi... meu pulmão aprisionado ao fio das palavras.

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