17 de janeiro de 2009

A Crise e a Padaria.

O hábito é uma coisa engraçada. Obviamente nós não prestamos atenção nas coisas as quais nos habituamos até que elas mudam.

Hoje a situação foi engraçada, coisa muito corriqueira, uma ida a padaria padrão. Só que o operador de caixa de lá mudou, e me surpreendi. Por que? Bem, eu vou nessa padaria, bem dizer, todos os dias. Compro meus pães, meus frios, meus refrigerantes e meus cigarros lá. Na verdade eu gasto um burro de um dinheiro com a padaria. E me vi prestes a me irritar pelo simples fato do operador do caixa não me conhecer.

Parece coisa do interior, mas, me acostumei a ir lá despreocupado, se eu esquecer de levar um ou dois reais, eu sabia que poderia pagar depois. Sabia que podia comprar cigarros no cartão de debito, mesmo tendo um cartaz lá dizendo que “cigarros e recarga de celular só no dinheiro”. Estava habituado, acostumado e confortável. E se não bastasse minha surpresa e a conseqüente “não fui com a cara do sujeito” ele me faz o favor de errar sete vezes a passagem do cartão de debito. Sete vezes e olhando para mim com aquela cara de “você não vai me pagar de outra forma?” e sorte dele que eu tenho o pavio excessivamente longo.

Mas por outro lado, ele é novato, não sabe brincar com a manete da Mastercard, então eu sou paciente. Agora, horas depois do incidente, eu percebo como somos afetados pela ameaça a nossa zona de conforto. Como coisas tão simples podem nos gerar varias preocupações simples que mudam nossos hábitos e por conseqüência nos levam a pensar.

O ser humano é uma praga.

3 comentários:

  1. Sorte que te levam a pensar... Tem gente que simplesmente prefere surtar com mudanças por menor que elas sejam!

    Bisous!

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  2. Amigo, te compreendo direitinho,
    Tenho o maldito abito de ter o MEU garçon, o MEU gerente, de comer no restaurante de costume e as vezes pagar um taxi carissimo para ir a pizzaria em outro bairro, tendo uma ao lado de minha casa só pelo prazer de ser bem recebida pelas caras felizes dos donos que sabem que eu irei GASTAR ali.
    Todos os sorrizos que demoramos as vezes anos para comprar...
    A simpatia alheia as vezes é cara...

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  3. Iza: É, surtar é uma palavra da qual eu preciso manter distancia. :-)

    Pan: Imagina se sem aviso, a pizzaria não estiver mais lá? Não é bom nem de pensar.

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