25 de agosto de 2009

velhos companheiros?

— Você não vê? ‘tá cometendo os mesmos erros! Vai fazer a mesma merda que fizeram em Mérida, a mesma merda que o Bento XII fez! Vai insistir no mesmo erro estúpido! E mesmo que eu não possa te impedir agora, vou te impedir muito em breve! Ah! Como eu vou!
Miguel avançou para cima de Alfred, que não se moveu. A mais de dois metros de distância as pernas dele fraquejaram e ele caiu com as duas mãos no chão. Incapaz de ameaçar Alfred.
— Veja só, Miguel. Você era o melhor! Deveria ser meu braço direito, mas parece que é você quem insiste nos mesmos erros. Você não pode me tocar! Não pode me ferir ou levar outras pessoas a fazerem isso. Deveria entender que não pode me vencer. Não dessa forma. — Alfred agachou-se próximo ao outro e falou em um tom mais baixo, que ninguem além deles seria capaz de ouvir. Ficaram ali por um instante, até que ambos se levantaram e o grandalhão começou sua caminhada para partir. — Eu realmente sinto muito por isso, Miguel. Queria que você pudesse entender melhor tudo isso.
— Eu entendo, Alfred. Entendo bem. Mas saiba, a primeira vez é sorte. A segunda é coincidência. Na terceira, eu vou te pegar e garantir que não haja forma de tu tentar uma quarta.

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