Imperia: a guerra dos Nexus é a história de indivíduos poderosos, herdeiros dos deuses e responsáveis pela humanidade. Possuem almas forjadas na entropia de muitos mundos, nascidos na luz primordial e condenados a escuridão eterna. Mas quebraram essas regras carmicas com seu próprio desejo de liberdade. Agora eles travam uma guerra invisível no coração do mundo terreno, reconhecendo a macula de seus inimigos na corrupção ou na obediência cega. Os Nexus guerreiam contra o mundo acima da terra tanto quando contra o mundo que um dia ocupou esse lugar, desafiando todos aqueles iguais a eles que são seduzidos por essas forças. Buscando o consolo entre os humanos, seres que eles se esforçam para chamar de iguais, eles batalham pela eternidade real. São os portadores da Satus Anima: os Nexus.
Ser um nexus é nascer diferente, não em seu corpo que é mortal como haveria de ser, mas em sua alma superior. Um nexus pode se esforçar para viver uma vida comum, longe da guerra secreta, mas nunca conseguirá deixar de ouvir o clamor por seu nome. Ele esta conectado ao fluxo da energia do mundo. O ritmo da degradação da matéria, os pecados cometidos pelas pessoas amadas, os segredos ocultos diante dos olhos de todos: tudo é regido pelo fluxo entrópico que corre por suas veias todo o tempo. Mesmo se o fluxo fosse tudo que o nexus é capaz de perceber, essa força ainda se aproveitaria da alma dele até que não pudesse mais resistir. O fluxo, porém, não é tudo.
Os nexus estão entre os guerreiros mais temíveis que qualquer guerra já tenha visto. Mas os exércitos rivais possuem tropas tão formidáveis ou ainda mais. Enfrentam os desertores de suas próprias fileiras, e uma satus anima particularmente homicida que se intitula Berjiwa, mas que é reconhecida pelos nexus como ‘desalmados’. Os Berjiwa são o oposto exato de tudo aquilo que a Imperia representa, construídos no ódio e na indiferença, obcecados em eliminar até o último nexus em nome de uma vingança cruel que eles não podem, e não querem, esquecer. Quando o fluxo se estremece com o buraco negro que ocupa o lugar da alma do Berjiwa, os nexus conectados sentem que estão desafiados a lutar até a morte. E, mesmo assim, outros conflitos borbulham ao seu redor, anjos e demônios forçando a barreira entre seus mundos de origem e o nosso, angariando almas imprudentes para seus ‘patuás’ de corrupção, um embate ainda mais perigoso que não permite aos nexus descansar entre uma batalha e outra.
Os anjos não podem pisar no mundo terreno, pois suas formas constituídas de matéria que ainda não existe no plano terreno entra em choque com a realidade daqui. Demônios por sua vez são barrados pelas grades divinas erguidas pelo banimento dos pecadores para o mais próximo possível da escuridão definitiva. A luta contra essas entidades não ocorre com metal e sangue, elas tem duas frentes distintas. A primeira é pela influência de seus servos, resgatar as almas dos humanos que se entregam aos desígnios desses seres é uma missão perigosa. A segunda é a franca luta nas sombras, o mundo paralelo ao físico onde o corpo nada representa e as almas podem se digladiar até o fim derradeiro. A sombra é um mundo feito de fluxo, onde ele é tocável e firme, e não apenas sentido como no mundo da carne. Ali conceitos e lendas se transformam em entidades alienígenas e melindrosas capazes de influenciar diretamente a vida das pessoas comuns do outro lado do espelho.
Os Nexus sabem que outros mundos existem; fazem parte deles. A maioria ainda se importa com o cotidiano humano no qual cresceram, outros adquirem visões complexas sobre o mundo e adaptam para o objetivo de defender a humanidade contra a manipulação espiritual. E há também aqueles que veja nos homens apenas uma ferramenta a ser usada, realizando pactos por almas de forma tão vil quanto o diabo mais ardiloso. Há aqueles que vêem os homens apenas como fonte de energia para o fluxo. Para os tocados pela espiral da entropia é seu direito e seu dever liderar o mundo na guerra invisível, e por vezes baixas ‘civis’ são necessárias, ocasionalmente mesmo seus entes queridos.
Mas nem todos se submetem a esse fardo. O fluxo não os obriga a amar o mundo que o cerca: o fluxo não os obriga a nada. Pior que a responsabilidade de lutar por pessoas que nem sempre valem a pena são as alternativas, de ser tragado pela escravidão autômata da fé ou pela corrupção permanente da devassidão. Quando se afasta dos exércitos terrenos, mesmo sem se ver, aproxima-se dos exércitos rivais. E a maioria dos tocados trata seus iguais com o jargão de “ou esta comigo, ou esta contra mim!”. Acima de tudo o Nexus é definido por sua liberdade, ou a busca por ela. É a liberdade que faz dele guerreiro, sábio, cruel ou eternizado.
E isso é ser Nexus. Isso é a alma, uma história interativa sobre a verdade e a liberdade.

*-*
ResponderExcluirEssa sou eu!
Hehehehe
Bem legal mesmo!! Tem certeza que não rola jogo esse fds?
Hihihihi
Beijinhos!