Todo Nexus tem uma alma maior, uma discrepância na roda tradicional de encarnação e reencarnação que define sua afinidade com a espiral da existência e lhe guia em meio a seus iguais. A Imperia reconhece como cavaleiros do mundo oculto cinco Satus: os sábios Nephalins, os audazes Infidus, os persistentes InMortus, os misteriosos Alusten e os abençoados Praemittus. Contrários a tudo o que a Imperia representa, os cruéis Berjiwa não se julgam e nem são aceitos como uma forma de Satus Anima, eles estão tão distantes dos humanos que rejeitam até mesmo a vaga idéia de possuírem algo equivalente a uma alma.
Alguns sugerem que a Satus, bem como o lugar e o tempo do nascimento, é determinada por uma herança familiar que remonta a eras esquecidas, mas não há provas que demonstrem ser essa a verdade. As Satus são a natureza primitiva de um nexus, a origem de tudo o que ele representa, mas também é um estigma e uma orientação social. Certas Marcas só são acessíveis a determinadas Satus, isso faz com que cada um tenha suas próprias formas de manipular a trama e lutar contra as forças celestas e infernas. Em outras palavras, Um Infidus tem armas contra um demônio que os Praemittus nunca poderão usar.
O Ex Mundi, o resumo entre o mundo material dos homens; a Sombra; o Sonho e diversas outras facetas da existência vigente, encontra-se no centro do fluxo entrópico dos mundos, almas direcionadas a vida terrena podem vir de praticamente qualquer ponto da Espiral, acima ou abaixo da terra. A força das entidades que guiam a alma até seu corpo fica cravada na Satus tanto no nascimento quanto no Arguo. Mesmo a distância ou a contra gosto do Nexus essas entidades de outros pontos da espiral deixam sua herança e sua influência em cada um dos enviados.
A forma como a alma encontra seu corpo além da natureza e do papel que determina ao Nexus também direciona a forma como o mesmo experimentará o Arguo. Enquanto um Nephalin pode se ver diante de um inimigo de outra vida e reviver todos os piores sentimentos, um InMortus pode sofrer uma ‘morte curta’ violenta e um retorno traumático. Porém, o Arguo não é um ritual de transição formal: é uma experiência espiritual tamanha que definirá o Nexus daí em diante.
Nephalins
Tradicionalmente relatados com os filhos de anjos com as mulheres mortais durante a segunda rebelião dos anjos cristãos. Os Nephalins são bem mais que a reencarnação desses híbridos que posteriormente são capazes de lembrar todas as vidas anteriores. Sejam Anjos celestes ou caídos, um Nephalin é uma nova encarnação de um filho de uma entidade da espiral com um ser humano. Apesar das muralhas entre os planos estarem seladas e instransponíveis para essas entidades, isso nem sempre foi assim. Em uma época em que os deuses, anjos, demônios, gênios e demais entidades fora do Ex Mundi andavam entre os mortais e se apaixonavam por eles. Seus romances (ou em muitos casos uma relação não tão nobres) geravam frutos, esses filhos de dois mundos são os Nephalins e sua primeira vida.
Essas crianças, em sua primeira concepção, tinham muitas formas. Os híbridos que um dia experimentaram a força da espiral e a liberdade do homem, nasciam como gigantes, semi-deuses, vidas imateriais, ninfas entre outros corpos capazes de conter suas tão poderosas almas. Esses híbridos já não existem mais, foram caçados e destruídos pelas falanges angelicais e sumariamente executados. Esse ofensa ao Altíssimo, essa falha na criação não seria tolerada pelas forças celestas.
O que os anjos não esperavam é que mesmo sob o fogo sacro de suas espadas, essas almas não pudessem ser totalmente destruídas. Mesmo com seus corpos completamente incinerados, as almas hibridas quebraram as regras do fluxo e se fixaram nos anéis do mundo terreno, reencarnando sempre nesse plano existencial e sempre lembrando-se de suas vidas pregressas, não importava quantas vezes fossem destruídos pelos anjos ou quais os métodos usados.
Os Nephalins são os primeiros Nexus. A primeira força a romper as regras da encarnação. A primeira vontade a resistir ao Umbral e manter sua liberdade absoluta. Eles são quem se lembram sempre dos motivos pelos quais lutam, aqueles que carregam a verdade primordial e o direito de defender o mundo que é deles. Lideres e juízes dentre a Imperia eles regem as tropas mundanas na guerra invisível com determinação e implacável certeza de que conhecem o caminho para a vitória. Suas mentes são afiadas e forjadas por muitas passagens pelo mundo, e é tolo aquele que subestima o corpo que o Nephalin ocupa, afinal, aquela é só a forma atual de algo muito antigo.
Infidus
As almas começam a descer a espiral ao surgirem de entre a luz perene no pico da pirâmide e encontram seu fim definitivo em algum dos muitos pontos onde as linhas da trama se desfazem na escuridão infinita. Assim acontece com todas as almas, mesmo os deuses, santos e criaturas negras que lutam por eternidades inteiras para adiar o fatal momento em que serão tragadas pelo esquecimento, o fim absoluto. Isso vale para todos, menos para os Infidi.
A alma de um Infidus é artificial, ela é criada por entidades ou eventos contrastantes do fluxo da espiral e são embrionadas em momentos distintos da espiral. Estão fora do jogo, são cartas postas no baralho depois que as mãos foram distribuídas. Eles não são do mundo terreno, muito menos são de qualquer outro. Mas aqui é o lugar onde eles conhecem a existência e essas almas se apegam com tal veemência ao berço de sua, talvez, única existência que nada pode se por em seu caminho. Até mesmo seus corpos evoluem de uma forma diferente aos mortais para suportar a agressividade que a realidade tem contra eles, a Satus que desafia o maior número de regras carmicas, os filhos da terra, sem progenitores divinos ou diabos.
E essa é a verdadeira liberdade, não existem linhas que prendam um Infidus a nada. Existem única e exclusivamente para eles mesmos, sem origem, sem final. E mesmo aqueles que afirmam que a alma dos ‘golens’ tenha sido criada por alguma entidade poderosa, essa não é a verdade. Os embriões espirituais que dão origem a eles podem ter muitas origens na complexa engrenagem da metafísica da espiral. Seja a dupla aniquilação de deuses inimigos em uma luta que fez o céu estremecer, como o embate de Leviatã e Bel Meridah, seja a grande tempestade espiritual gerada por reversões do fluxo. Alguns teóricos mais ousados chegam a argumentar que essa nem mesmo é a origem dos Infidi, e que eles tem sim uma alma nascida na luz que caminha para a escuridão como qualquer outro, porem pertencentes a outras espirais, outras engrenagens, e não a que a terra faz parte. E seja como essas almas romperam o limbo que separa as múltiplas espirais, aqui essas são almas completamente alienígenas. Ou seja, são como fantasmas de Marte, reencarnações de vidas que existiram muito longe da realidade física e espiritual deste mundo.
A verdade conhecida por eles se baseia em um forte argumento. Eles estão certos porque nunca foram tragados por mentiras. Tudo o que eles conhecem é a espiral, a guerra e seu lugar no mundo vigente, e nunca houve outra vida em que ele não estivesse lutado desse lado da batalha. O lado certo.
InMortus
Algo que não se pode deixar de falar sobre eles é: para vencer a morte a primeira coisa que você precisa fazer é morrer. A primeira relação que se tem com a espiral das encarnações é a morte. Ela é o fato que os humanos não podem contestar, ela marca e determina o que vem a seguir, e os InMortus acham isso tudo uma grande bobagem. A final, essa é a única regra que eles quebraram, eles não morreram.
De todas as Satus eles são a que tem um padrão de no Arguo que não muda. Eles só assimilam sua condição de Nexus quando experimentam a morte violenta e em poucos instantes, após viajarem rapidamente pela espiral, retornam a seus corpos com uma força vital muito maior que possuía enquanto humano. Em uma fração de tempo ínfima suas almas correm na espiral em direção a sua próxima existência e retornam furiosamente. Contra a maré carmica, de volta a seus corpos trazendo conhecimento e força do além, de uma forma palpável, recente, imediatista.
E daí eles encontram sua verdade. Não se baseiam em coisas que não podem ver, em entidades distantes ou suposições sobre suas próprias origens. Eles sabem exatamente o que há de diferente com suas almas, isso foi há pouco tempo, e são os aptos a falar sobre o que existe do lado de lá da muralha. Nem a morte pode detê-los e essa é a liberdade, essa é a força.
Paralelamente, os InMortus tornam-se um pouco distantes do mundo que defendem. Ao assistirem a humanidade se apegar a vida e temer a morte, como força matriz de seu dia-a-dia, os InMortus começam a se esquecer de como é essa sensação. Eles são a Satus mais apegada ao código, os mais propensos ao juramento, e os que mais realizam desafios mortais. Possivelmente buscando uma forma de temerem a morte, eles lutam com mais fervor, até o fim, contra quaisquer inimigos que sejam.
Muitos eruditos da metafísica afirmam que os InMortus não são uma mera falha na espiral, e sim almas manipuladas diretamente por entidades que os trazem de volta. Jogando com seu destino e brincando com a entropia. E agora, revividos por forças inimigas são peões dessas forças e por isso não merecem confiança. Os InMortus refutam essas ofensas com o argumento que nem mesmo essas entidades poderiam se colocar com tanta freqüência contra a espiral, e se existe uma força que os faz assim essa seria a própria entropia, o que os faz livres de destinos de carmas, uma liberdade que vai além do imaginável.
Alusten
A espiral, a pirâmide, o fluxo, a luz primeira e a escuridão final resumem-se em entropia. E a entropia é caprichosa. Vez por outra uma alma despreparada, seja muito jovem ou ainda debilitada de sua última vinda ao plano terreno, reencarna. Fraca e incapaz de dar vida a um corpo, condenando a criança à morte no ventre ou em pouquíssimo tempo de vida. Esse capricho gera uma rachadura nas muralhas, e essas almas incapazes de sustentar um corpo sozinhas são a oportunidade que entidades encontram de infundir parte de sua própria existência nesse mesmo corpo. Se amalgamar em uma nova forma simbiótica de existência.
Os Alusten são a melhor passagem para entidades ao Ex Mundi, e isso é visto com desconfiança entre as demais Satus. Alguém com uma entidade dentro de si, não pode lutar completamente a favor do mundo. E o que os ‘Vasos’ tem a dizer sobre isso é simples, sua parte humana é a liberdade, e assim é ela quem subjuga a entidade. Roubando-lhe a força e o poder. Nunca o contrário.
As histórias contadas que os Alusten são a Satus com maior número de pactos com almas humanas é prontamente refutada por eles. Sendo a prova viva que um humano pode estar acima das entidades, eles argumentam que um pacto pode ser quebrado. Que o devedor pode evoluir e superar o dono do contrato. Mas não abrem mão do medo que inspiram através dessa lenda. Os Alusten estão o tempo todo conectados a espiral, sentem o fluxo de duas formas diferentes, e isso é uma vantagem que seus companheiros não estão dispostos a abrir mão. Nem pelo receio de não ser o lado humano no comando ali dentro.
Em miúdos, eles são corpos humanos que abrigam duas almas. Uma terrena e uma externa que no fim são apenas uma. Canalizadores do fluxo da entidade guardada em seus corações percebem a verdade por serem capazes de vê-la por dois ângulos distintos e ponderar, equilibradamente sobre isso. Sendo menos propícios aos enganos de julgamento tão comuns aos demais Nexus. Já sua liberdade se mostra pela afirmação que dominam os interesses de uma entidade, colocam o desejo humano acima da presunção do anjo, do demônio ou da outra coisa que aninha em seu âmago.
Mesmo quando seguem filosofias de paz, onde os homens e os deuses poderiam viver em harmonia, sendo alvo de chacota por isso, os Alusten continuam firmes em sua luta. Enquanto os demais vêem as entidades como inimigos absolutos, eles podem percebê-las como as ferramentas que são.
Praemittus
Os deuses estão acima, os demônios abaixo e o Ex Mundi pertence exclusivamente aos homens. Essa não é a verdade, os Praemittus estão aqui para que todos possam perceber isso. Suas almas direcionam-se para um corpo como qualquer outra, elas nasceram na luz perene e irão terminar na escuridão. Nenhuma entidade externa lhe influenciou ou manipulou, ele vem ao mundo como um humano, igual a todos os outros. Sem sentenças vindas do céu ou do inferno. E é ao chegar aqui, no exato momento de preencher seus corpos que a diferença surge.
Os humanos, ignorantes de seu poder, na maior parte do tempo idolatram deuses do topo da espiral ou se corrompem pelas promessas dos senhores da base da pirâmide. Nunca percebendo que eles mesmos, os humanos, criam forças nativas da terra, tão poderosas quanto qualquer Deus. Essas formas, comumente chamadas de espíritos, estão na Sombra, a Alma do Ex Mundi, e são elas que sedem seus poderes ao Praemittus durante seu nascimento, entrando através deles no mundo físico.
A cultura animista reflete e evolui o Ex Mundi, formas espirituais transformam conceitos em forças ativas da mudança. Seja o espírito da ‘Mãe Rússia’, a proteção do ‘Solo da África’ ou algo ainda mais complicado como a ‘Rede mundial de informação’ podem se projetar no mundo através de um Praemittus, transformando-o em uma figura antropomórfica e carnal de tudo aquilo que os humanos desejavam ao fortalecerem esses espíritos.
Não é negado a legitimidade da liberdade dos ‘Xamãs’ em relação à espiral, mas as demais Satus questionam quão interessados eles estariam realmente na guerra. Já que suas formas existenciais tão ligadas a um conceito firme já os ocupa com infinitos problemas mortais. E é verdade que muitos Praemittus gastam tanto tempo corrigindo as interações entre as dimensões do Ex Mundi que não se dedicam como os outros ao conflito contra a roda de sucessão.
Eles conhecem a verdade porque o mundo a diz a eles. A própria terra está viva e faz parte deles. Um ‘Xamã’ da cidade, do espírito daquela cidade, vive como se suas veias fossem os encanamentos, seus ossos o concreto e sua pele as fachadas de tudo o que ele é. Uma coisa só com o conceito que representa. Sua alma vai além de seu corpo, e cuidar dessa extensão é mais lógico que lutar contra ameaças invisíveis.
Alguns sugerem que a Satus, bem como o lugar e o tempo do nascimento, é determinada por uma herança familiar que remonta a eras esquecidas, mas não há provas que demonstrem ser essa a verdade. As Satus são a natureza primitiva de um nexus, a origem de tudo o que ele representa, mas também é um estigma e uma orientação social. Certas Marcas só são acessíveis a determinadas Satus, isso faz com que cada um tenha suas próprias formas de manipular a trama e lutar contra as forças celestas e infernas. Em outras palavras, Um Infidus tem armas contra um demônio que os Praemittus nunca poderão usar.
O Ex Mundi, o resumo entre o mundo material dos homens; a Sombra; o Sonho e diversas outras facetas da existência vigente, encontra-se no centro do fluxo entrópico dos mundos, almas direcionadas a vida terrena podem vir de praticamente qualquer ponto da Espiral, acima ou abaixo da terra. A força das entidades que guiam a alma até seu corpo fica cravada na Satus tanto no nascimento quanto no Arguo. Mesmo a distância ou a contra gosto do Nexus essas entidades de outros pontos da espiral deixam sua herança e sua influência em cada um dos enviados.
A forma como a alma encontra seu corpo além da natureza e do papel que determina ao Nexus também direciona a forma como o mesmo experimentará o Arguo. Enquanto um Nephalin pode se ver diante de um inimigo de outra vida e reviver todos os piores sentimentos, um InMortus pode sofrer uma ‘morte curta’ violenta e um retorno traumático. Porém, o Arguo não é um ritual de transição formal: é uma experiência espiritual tamanha que definirá o Nexus daí em diante.
Nephalins
Tradicionalmente relatados com os filhos de anjos com as mulheres mortais durante a segunda rebelião dos anjos cristãos. Os Nephalins são bem mais que a reencarnação desses híbridos que posteriormente são capazes de lembrar todas as vidas anteriores. Sejam Anjos celestes ou caídos, um Nephalin é uma nova encarnação de um filho de uma entidade da espiral com um ser humano. Apesar das muralhas entre os planos estarem seladas e instransponíveis para essas entidades, isso nem sempre foi assim. Em uma época em que os deuses, anjos, demônios, gênios e demais entidades fora do Ex Mundi andavam entre os mortais e se apaixonavam por eles. Seus romances (ou em muitos casos uma relação não tão nobres) geravam frutos, esses filhos de dois mundos são os Nephalins e sua primeira vida.
Essas crianças, em sua primeira concepção, tinham muitas formas. Os híbridos que um dia experimentaram a força da espiral e a liberdade do homem, nasciam como gigantes, semi-deuses, vidas imateriais, ninfas entre outros corpos capazes de conter suas tão poderosas almas. Esses híbridos já não existem mais, foram caçados e destruídos pelas falanges angelicais e sumariamente executados. Esse ofensa ao Altíssimo, essa falha na criação não seria tolerada pelas forças celestas.
O que os anjos não esperavam é que mesmo sob o fogo sacro de suas espadas, essas almas não pudessem ser totalmente destruídas. Mesmo com seus corpos completamente incinerados, as almas hibridas quebraram as regras do fluxo e se fixaram nos anéis do mundo terreno, reencarnando sempre nesse plano existencial e sempre lembrando-se de suas vidas pregressas, não importava quantas vezes fossem destruídos pelos anjos ou quais os métodos usados.
Os Nephalins são os primeiros Nexus. A primeira força a romper as regras da encarnação. A primeira vontade a resistir ao Umbral e manter sua liberdade absoluta. Eles são quem se lembram sempre dos motivos pelos quais lutam, aqueles que carregam a verdade primordial e o direito de defender o mundo que é deles. Lideres e juízes dentre a Imperia eles regem as tropas mundanas na guerra invisível com determinação e implacável certeza de que conhecem o caminho para a vitória. Suas mentes são afiadas e forjadas por muitas passagens pelo mundo, e é tolo aquele que subestima o corpo que o Nephalin ocupa, afinal, aquela é só a forma atual de algo muito antigo.
Infidus
As almas começam a descer a espiral ao surgirem de entre a luz perene no pico da pirâmide e encontram seu fim definitivo em algum dos muitos pontos onde as linhas da trama se desfazem na escuridão infinita. Assim acontece com todas as almas, mesmo os deuses, santos e criaturas negras que lutam por eternidades inteiras para adiar o fatal momento em que serão tragadas pelo esquecimento, o fim absoluto. Isso vale para todos, menos para os Infidi.
A alma de um Infidus é artificial, ela é criada por entidades ou eventos contrastantes do fluxo da espiral e são embrionadas em momentos distintos da espiral. Estão fora do jogo, são cartas postas no baralho depois que as mãos foram distribuídas. Eles não são do mundo terreno, muito menos são de qualquer outro. Mas aqui é o lugar onde eles conhecem a existência e essas almas se apegam com tal veemência ao berço de sua, talvez, única existência que nada pode se por em seu caminho. Até mesmo seus corpos evoluem de uma forma diferente aos mortais para suportar a agressividade que a realidade tem contra eles, a Satus que desafia o maior número de regras carmicas, os filhos da terra, sem progenitores divinos ou diabos.
E essa é a verdadeira liberdade, não existem linhas que prendam um Infidus a nada. Existem única e exclusivamente para eles mesmos, sem origem, sem final. E mesmo aqueles que afirmam que a alma dos ‘golens’ tenha sido criada por alguma entidade poderosa, essa não é a verdade. Os embriões espirituais que dão origem a eles podem ter muitas origens na complexa engrenagem da metafísica da espiral. Seja a dupla aniquilação de deuses inimigos em uma luta que fez o céu estremecer, como o embate de Leviatã e Bel Meridah, seja a grande tempestade espiritual gerada por reversões do fluxo. Alguns teóricos mais ousados chegam a argumentar que essa nem mesmo é a origem dos Infidi, e que eles tem sim uma alma nascida na luz que caminha para a escuridão como qualquer outro, porem pertencentes a outras espirais, outras engrenagens, e não a que a terra faz parte. E seja como essas almas romperam o limbo que separa as múltiplas espirais, aqui essas são almas completamente alienígenas. Ou seja, são como fantasmas de Marte, reencarnações de vidas que existiram muito longe da realidade física e espiritual deste mundo.
A verdade conhecida por eles se baseia em um forte argumento. Eles estão certos porque nunca foram tragados por mentiras. Tudo o que eles conhecem é a espiral, a guerra e seu lugar no mundo vigente, e nunca houve outra vida em que ele não estivesse lutado desse lado da batalha. O lado certo.
InMortus
Algo que não se pode deixar de falar sobre eles é: para vencer a morte a primeira coisa que você precisa fazer é morrer. A primeira relação que se tem com a espiral das encarnações é a morte. Ela é o fato que os humanos não podem contestar, ela marca e determina o que vem a seguir, e os InMortus acham isso tudo uma grande bobagem. A final, essa é a única regra que eles quebraram, eles não morreram.
De todas as Satus eles são a que tem um padrão de no Arguo que não muda. Eles só assimilam sua condição de Nexus quando experimentam a morte violenta e em poucos instantes, após viajarem rapidamente pela espiral, retornam a seus corpos com uma força vital muito maior que possuía enquanto humano. Em uma fração de tempo ínfima suas almas correm na espiral em direção a sua próxima existência e retornam furiosamente. Contra a maré carmica, de volta a seus corpos trazendo conhecimento e força do além, de uma forma palpável, recente, imediatista.
E daí eles encontram sua verdade. Não se baseiam em coisas que não podem ver, em entidades distantes ou suposições sobre suas próprias origens. Eles sabem exatamente o que há de diferente com suas almas, isso foi há pouco tempo, e são os aptos a falar sobre o que existe do lado de lá da muralha. Nem a morte pode detê-los e essa é a liberdade, essa é a força.
Paralelamente, os InMortus tornam-se um pouco distantes do mundo que defendem. Ao assistirem a humanidade se apegar a vida e temer a morte, como força matriz de seu dia-a-dia, os InMortus começam a se esquecer de como é essa sensação. Eles são a Satus mais apegada ao código, os mais propensos ao juramento, e os que mais realizam desafios mortais. Possivelmente buscando uma forma de temerem a morte, eles lutam com mais fervor, até o fim, contra quaisquer inimigos que sejam.
Muitos eruditos da metafísica afirmam que os InMortus não são uma mera falha na espiral, e sim almas manipuladas diretamente por entidades que os trazem de volta. Jogando com seu destino e brincando com a entropia. E agora, revividos por forças inimigas são peões dessas forças e por isso não merecem confiança. Os InMortus refutam essas ofensas com o argumento que nem mesmo essas entidades poderiam se colocar com tanta freqüência contra a espiral, e se existe uma força que os faz assim essa seria a própria entropia, o que os faz livres de destinos de carmas, uma liberdade que vai além do imaginável.
Alusten
A espiral, a pirâmide, o fluxo, a luz primeira e a escuridão final resumem-se em entropia. E a entropia é caprichosa. Vez por outra uma alma despreparada, seja muito jovem ou ainda debilitada de sua última vinda ao plano terreno, reencarna. Fraca e incapaz de dar vida a um corpo, condenando a criança à morte no ventre ou em pouquíssimo tempo de vida. Esse capricho gera uma rachadura nas muralhas, e essas almas incapazes de sustentar um corpo sozinhas são a oportunidade que entidades encontram de infundir parte de sua própria existência nesse mesmo corpo. Se amalgamar em uma nova forma simbiótica de existência.
Os Alusten são a melhor passagem para entidades ao Ex Mundi, e isso é visto com desconfiança entre as demais Satus. Alguém com uma entidade dentro de si, não pode lutar completamente a favor do mundo. E o que os ‘Vasos’ tem a dizer sobre isso é simples, sua parte humana é a liberdade, e assim é ela quem subjuga a entidade. Roubando-lhe a força e o poder. Nunca o contrário.
As histórias contadas que os Alusten são a Satus com maior número de pactos com almas humanas é prontamente refutada por eles. Sendo a prova viva que um humano pode estar acima das entidades, eles argumentam que um pacto pode ser quebrado. Que o devedor pode evoluir e superar o dono do contrato. Mas não abrem mão do medo que inspiram através dessa lenda. Os Alusten estão o tempo todo conectados a espiral, sentem o fluxo de duas formas diferentes, e isso é uma vantagem que seus companheiros não estão dispostos a abrir mão. Nem pelo receio de não ser o lado humano no comando ali dentro.
Em miúdos, eles são corpos humanos que abrigam duas almas. Uma terrena e uma externa que no fim são apenas uma. Canalizadores do fluxo da entidade guardada em seus corações percebem a verdade por serem capazes de vê-la por dois ângulos distintos e ponderar, equilibradamente sobre isso. Sendo menos propícios aos enganos de julgamento tão comuns aos demais Nexus. Já sua liberdade se mostra pela afirmação que dominam os interesses de uma entidade, colocam o desejo humano acima da presunção do anjo, do demônio ou da outra coisa que aninha em seu âmago.
Mesmo quando seguem filosofias de paz, onde os homens e os deuses poderiam viver em harmonia, sendo alvo de chacota por isso, os Alusten continuam firmes em sua luta. Enquanto os demais vêem as entidades como inimigos absolutos, eles podem percebê-las como as ferramentas que são.
Praemittus
Os deuses estão acima, os demônios abaixo e o Ex Mundi pertence exclusivamente aos homens. Essa não é a verdade, os Praemittus estão aqui para que todos possam perceber isso. Suas almas direcionam-se para um corpo como qualquer outra, elas nasceram na luz perene e irão terminar na escuridão. Nenhuma entidade externa lhe influenciou ou manipulou, ele vem ao mundo como um humano, igual a todos os outros. Sem sentenças vindas do céu ou do inferno. E é ao chegar aqui, no exato momento de preencher seus corpos que a diferença surge.
Os humanos, ignorantes de seu poder, na maior parte do tempo idolatram deuses do topo da espiral ou se corrompem pelas promessas dos senhores da base da pirâmide. Nunca percebendo que eles mesmos, os humanos, criam forças nativas da terra, tão poderosas quanto qualquer Deus. Essas formas, comumente chamadas de espíritos, estão na Sombra, a Alma do Ex Mundi, e são elas que sedem seus poderes ao Praemittus durante seu nascimento, entrando através deles no mundo físico.
A cultura animista reflete e evolui o Ex Mundi, formas espirituais transformam conceitos em forças ativas da mudança. Seja o espírito da ‘Mãe Rússia’, a proteção do ‘Solo da África’ ou algo ainda mais complicado como a ‘Rede mundial de informação’ podem se projetar no mundo através de um Praemittus, transformando-o em uma figura antropomórfica e carnal de tudo aquilo que os humanos desejavam ao fortalecerem esses espíritos.
Não é negado a legitimidade da liberdade dos ‘Xamãs’ em relação à espiral, mas as demais Satus questionam quão interessados eles estariam realmente na guerra. Já que suas formas existenciais tão ligadas a um conceito firme já os ocupa com infinitos problemas mortais. E é verdade que muitos Praemittus gastam tanto tempo corrigindo as interações entre as dimensões do Ex Mundi que não se dedicam como os outros ao conflito contra a roda de sucessão.
Eles conhecem a verdade porque o mundo a diz a eles. A própria terra está viva e faz parte deles. Um ‘Xamã’ da cidade, do espírito daquela cidade, vive como se suas veias fossem os encanamentos, seus ossos o concreto e sua pele as fachadas de tudo o que ele é. Uma coisa só com o conceito que representa. Sua alma vai além de seu corpo, e cuidar dessa extensão é mais lógico que lutar contra ameaças invisíveis.
Opa!!!!
ResponderExcluirNephalin aqui!!!
Escolhi!!!
Beijinhos!