Creio que para se dizer tudo, todo e qualquer tempo curto seja.
(Da série ‘perguntas respondidas’.)
Já te falei dos perpétuos? Destruição, Morte, Destino, Sonho, Desespero, Desejo e Delírio? Observe que o idioma atrapalha um detalhe neles. Destruction, Death, Destination, Dream, Desperation, Desire and Delirium. DDD... Entre outros tantos eniagrama que esses filhos do tempo permitem se fazer. Não sei se já te falei deles, mas é que parece já fazer tanto tempo, que penso já ter falado de tudo.
— Tempo é algo que nunca acaba. Tempo é pai dos Perpétuos.
“Dá para ser mais didático e convincente? Eu gostaria muito de acreditar.”
O tempo é conceito abstrato que nunca se acaba. Porque independente do que ocorre sempre existirá um ‘e depois’.
“Como no conte de Isaac Asimov?”
“Precisava ser tão didático assim?”
Eu só queria ser convincente. —
Já lhe falei das bolhas azuis? De tudo o que eles significam em sua complexa teoria da não compreensão mimética? Observe que esse idéia leva horas para ser apresentada e posta em pratica. Será que já tivemos tanto tempo que eu pude falar disso? As vezes parece-me que sim. Outrora parece-me que não. Esse acontecimento é bem bolhas azuis.
Quanto tempo falamos no telefone?
Quanto tempo ficamos juntos pessoalmente?
Quanto tempo escrevemos em códigos binários?
Quanto tempo é presente, e quanto tempo é futuro?
Quando termina agora? E DEPOIS?
Por que nós, pobres mortais, nos tornamos escravos do tempo? A maior das prisões do homem. O tempo, pai dos perpétuos, ele está acima da destruição, da morte, do destino, do sonho, do desespero, do desejo e do delírio. Tempo define essas coisas.
Quanto tempo leva para se dizer tudo? Se sabemos que todo ou qualquer tempo curto será. Quanto tempo é perdido e quanto é achado?
Perdi tempo escrevendo isso tudo.
Achei algum tempo para me sentar aqui e escrever.
É o mesmo tempo?
Quanto tempo ficamos no telefone? Perdemos tempo? Ganhamos tempo? Fizemos tempo.
Vende-se tempo. Favor consultar a loja ao lado. Ou ligar para o telefone que se segue.
Senhor bilheteiro do cinema, me dê uma hora e quarenta e dois minutos de entretenimento áudio visual por favor.
Senhorita atendente da lanchonete me sirva dois intervalos antes da fome e um antes da sede.
Senhor taxista, pago-lhe para me levar onde quero trinta minutos antes do que o motorista do ônibus.
Operadora telefônica... Te pago tanto para ligar para as pessoas.
Não porque estão longe. A distancia é algo facilmente superável.
Ligo, porque o tempo não me permite ir lá dizer.
Queria achar mais tempo para ir até você.
Mas quem será que perdeu um tempo precioso assim? Devia estar com bolhas azuis.
(Da série ‘perguntas respondidas’.)
Já te falei dos perpétuos? Destruição, Morte, Destino, Sonho, Desespero, Desejo e Delírio? Observe que o idioma atrapalha um detalhe neles. Destruction, Death, Destination, Dream, Desperation, Desire and Delirium. DDD... Entre outros tantos eniagrama que esses filhos do tempo permitem se fazer. Não sei se já te falei deles, mas é que parece já fazer tanto tempo, que penso já ter falado de tudo.
— Tempo é algo que nunca acaba. Tempo é pai dos Perpétuos.
“Dá para ser mais didático e convincente? Eu gostaria muito de acreditar.”
O tempo é conceito abstrato que nunca se acaba. Porque independente do que ocorre sempre existirá um ‘e depois’.
“Como no conte de Isaac Asimov?”
“Precisava ser tão didático assim?”
Eu só queria ser convincente. —
Já lhe falei das bolhas azuis? De tudo o que eles significam em sua complexa teoria da não compreensão mimética? Observe que esse idéia leva horas para ser apresentada e posta em pratica. Será que já tivemos tanto tempo que eu pude falar disso? As vezes parece-me que sim. Outrora parece-me que não. Esse acontecimento é bem bolhas azuis.
Quanto tempo falamos no telefone?
Quanto tempo ficamos juntos pessoalmente?
Quanto tempo escrevemos em códigos binários?
Quanto tempo é presente, e quanto tempo é futuro?
Quando termina agora? E DEPOIS?
Por que nós, pobres mortais, nos tornamos escravos do tempo? A maior das prisões do homem. O tempo, pai dos perpétuos, ele está acima da destruição, da morte, do destino, do sonho, do desespero, do desejo e do delírio. Tempo define essas coisas.
Quanto tempo leva para se dizer tudo? Se sabemos que todo ou qualquer tempo curto será. Quanto tempo é perdido e quanto é achado?
Perdi tempo escrevendo isso tudo.
Achei algum tempo para me sentar aqui e escrever.
É o mesmo tempo?
Quanto tempo ficamos no telefone? Perdemos tempo? Ganhamos tempo? Fizemos tempo.
Vende-se tempo. Favor consultar a loja ao lado. Ou ligar para o telefone que se segue.
Senhor bilheteiro do cinema, me dê uma hora e quarenta e dois minutos de entretenimento áudio visual por favor.
Senhorita atendente da lanchonete me sirva dois intervalos antes da fome e um antes da sede.
Senhor taxista, pago-lhe para me levar onde quero trinta minutos antes do que o motorista do ônibus.
Operadora telefônica... Te pago tanto para ligar para as pessoas.
Não porque estão longe. A distancia é algo facilmente superável.
Ligo, porque o tempo não me permite ir lá dizer.
Queria achar mais tempo para ir até você.
Mas quem será que perdeu um tempo precioso assim? Devia estar com bolhas azuis.
o havia pensado antes, ele nos espreita pela lua cheia, como quem espia pelo buraco da fechadura. Quando era pequeno, acreditava que o tempo poderia congelar, caso pudéssemos reduzi-lo à ínfima parcela. Conseqüência: nunca uso relógio. eu não quero ganhar tempo, quero perdê-lo, vendê-lo, doá-lo, enfim. No Limbo, o tempo está subordinado ao Rei, como um bobo da corte, sempre ao lado, mas nunca levado tão a sério. em tempos de se ganhar tempo, prefiro perder o meu com tudo. Até inutilidades úteis.
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