Reescrevendo o primeiro texto, uma obra mais legivel.
Creio que para se dizer tudo, todo e qualquer tempo curto seja.
(Da série ‘perguntas respondidas’.)
Querido leitor,
Conhece das minhas linhas, o que escrevo sobre os Perpétuos?
Destruição, Morte, Destino, Sonho, Desespero, Desejo e Delírio. Observe que o idioma atrapalha um detalhe neles: Destruction, Death, Destination, Dream, Desperation, Desire and Delirium. A fantástica, ou nem tanto, repetição dos ‘Ds’. Entre outros tantos eniagrama que esses filhos do tempo permitem se fazer. Não sei se te escrevi sobre eles, mas é que parece fazer tanto tempo, que penso já ter falado de tudo. Mesmo que não tenha lhe dito nada.
Afirmei uma vez para um amigo: “Tempo é algo que nunca acaba. Tempo é pai dos Perpétuos”. O ouvinte, claro, já conhecia boa parte dessa história.
Me surpreendi com a replica imediata: “Dá para ser mais didático e convincente? Eu gostaria muito de acreditar”.
”O tempo é conceito abstrato que nunca se acaba. Porque independente do que ocorre sempre existirá um ‘e depois’”. Reagi, quase com dureza a indagação.
“Como no conte de Isaac Asimov? Precisava ser tão didático assim?”. Entendeu, a principio tudo aquilo que eu acreditava ter dito antes.
”Eu só queria ser convincente.” Conclui, e era a verdade.
Já lhe falei, leitor, das bolhas azuis? De tudo o que elas significam em sua complexa teoria da não compreensão mimética? Observe que essa idéia leva horas para ser apresentada e posta em pratica. Será que já tivemos tanto tempo que eu pude falar disso? As vezes parece-me que sim. Outrora parece-me que não. Esse acontecimento sobre o tempo é bem ‘bolhas azuis’, uma idéia de conceito abstrato que tão aplicado ao nosso redor como certo, desistimos inconscientemente da dúvida.
Quanto tempo, leitor, falamos no telefone?
Quanto tempo ficamos juntos pessoalmente?
Quanto tempo despendemos trocando mensagens escritas em códigos binários?
Quanto tempo é presente, e quanto tempo é futuro?
Quando termina o agora? E DEPOIS?
Quase nunca temos tempo de pensar ou falar sobre o tempo. Mesmo dando atenção extrema a ele, o tempo todo.
Por que nós, pobres mortais, nos tornamos escravos do tempo? A maior das prisões do homem. O tempo, pai dos perpétuos, ele está acima da destruição, da morte, do destino, do sonho, do desespero, do desejo e do delírio. Tempo define essas coisas. E não, nosso habituado comportamento reverso.
Pense sobre o tempo.
Quanto tempo leva para se dizer tudo? Se sabemos que todo ou qualquer tempo curto será. Quanto tempo é perdido e quanto é achado?
Perdi tempo escrevendo isso tudo.
Achei algum tempo para me sentar aqui e escrever.
É o mesmo tempo?
Quanto tempo ficamos no telefone? Perdemos tempo? Ganhamos tempo? Fizemos tempo.
”Vende-se tempo. Favor consultar a loja ao lado. Ou ligar para o telefone que se segue”. Seria um anuncio chamativo, ao menos para mim.
”Senhor bilheteiro do cinema, me dê uma hora e quarenta e dois minutos de entretenimento áudio visual, por favor”. Nunca tive coragem de dizer, mas confesso o quanto a idéia me seduz.
”Senhorita atendente da lanchonete me sirva dois intervalos antes da fome e um antes da sede”. O conceito abstrato mede o fato, nosso corpo tem seu tempo.
”Senhor taxista, pago-lhe para me levar onde quero trinta minutos antes do que o motorista do ônibus”. E então, leitor, você se depara com o fato de que, mesmo não vendo-se nos acontecimentos citados antes, muitas vezes já pagou pelo tempo, consciente disso. Aceite os demais.
Paga-se tanto às operadoras telefônicas para falarmos com os distantes. Não porque estão longe. A distancia é algo facilmente superável. Ligamos, porque o tempo não me permite ir lá dizer.
”Queria achar mais tempo para ir até você”. Eu diria a um amor. E você?
”Mas quem será que perdeu um tempo precioso assim?”.
É o mesmo tempo?
Creio que para se dizer tudo, todo e qualquer tempo curto seja.
(Da série ‘perguntas respondidas’.)
Querido leitor,
Conhece das minhas linhas, o que escrevo sobre os Perpétuos?
Destruição, Morte, Destino, Sonho, Desespero, Desejo e Delírio. Observe que o idioma atrapalha um detalhe neles: Destruction, Death, Destination, Dream, Desperation, Desire and Delirium. A fantástica, ou nem tanto, repetição dos ‘Ds’. Entre outros tantos eniagrama que esses filhos do tempo permitem se fazer. Não sei se te escrevi sobre eles, mas é que parece fazer tanto tempo, que penso já ter falado de tudo. Mesmo que não tenha lhe dito nada.
Afirmei uma vez para um amigo: “Tempo é algo que nunca acaba. Tempo é pai dos Perpétuos”. O ouvinte, claro, já conhecia boa parte dessa história.
Me surpreendi com a replica imediata: “Dá para ser mais didático e convincente? Eu gostaria muito de acreditar”.
”O tempo é conceito abstrato que nunca se acaba. Porque independente do que ocorre sempre existirá um ‘e depois’”. Reagi, quase com dureza a indagação.
“Como no conte de Isaac Asimov? Precisava ser tão didático assim?”. Entendeu, a principio tudo aquilo que eu acreditava ter dito antes.
”Eu só queria ser convincente.” Conclui, e era a verdade.
Já lhe falei, leitor, das bolhas azuis? De tudo o que elas significam em sua complexa teoria da não compreensão mimética? Observe que essa idéia leva horas para ser apresentada e posta em pratica. Será que já tivemos tanto tempo que eu pude falar disso? As vezes parece-me que sim. Outrora parece-me que não. Esse acontecimento sobre o tempo é bem ‘bolhas azuis’, uma idéia de conceito abstrato que tão aplicado ao nosso redor como certo, desistimos inconscientemente da dúvida.
Quanto tempo, leitor, falamos no telefone?
Quanto tempo ficamos juntos pessoalmente?
Quanto tempo despendemos trocando mensagens escritas em códigos binários?
Quanto tempo é presente, e quanto tempo é futuro?
Quando termina o agora? E DEPOIS?
Quase nunca temos tempo de pensar ou falar sobre o tempo. Mesmo dando atenção extrema a ele, o tempo todo.
Por que nós, pobres mortais, nos tornamos escravos do tempo? A maior das prisões do homem. O tempo, pai dos perpétuos, ele está acima da destruição, da morte, do destino, do sonho, do desespero, do desejo e do delírio. Tempo define essas coisas. E não, nosso habituado comportamento reverso.
Pense sobre o tempo.
Quanto tempo leva para se dizer tudo? Se sabemos que todo ou qualquer tempo curto será. Quanto tempo é perdido e quanto é achado?
Perdi tempo escrevendo isso tudo.
Achei algum tempo para me sentar aqui e escrever.
É o mesmo tempo?
Quanto tempo ficamos no telefone? Perdemos tempo? Ganhamos tempo? Fizemos tempo.
”Vende-se tempo. Favor consultar a loja ao lado. Ou ligar para o telefone que se segue”. Seria um anuncio chamativo, ao menos para mim.
”Senhor bilheteiro do cinema, me dê uma hora e quarenta e dois minutos de entretenimento áudio visual, por favor”. Nunca tive coragem de dizer, mas confesso o quanto a idéia me seduz.
”Senhorita atendente da lanchonete me sirva dois intervalos antes da fome e um antes da sede”. O conceito abstrato mede o fato, nosso corpo tem seu tempo.
”Senhor taxista, pago-lhe para me levar onde quero trinta minutos antes do que o motorista do ônibus”. E então, leitor, você se depara com o fato de que, mesmo não vendo-se nos acontecimentos citados antes, muitas vezes já pagou pelo tempo, consciente disso. Aceite os demais.
Paga-se tanto às operadoras telefônicas para falarmos com os distantes. Não porque estão longe. A distancia é algo facilmente superável. Ligamos, porque o tempo não me permite ir lá dizer.
”Queria achar mais tempo para ir até você”. Eu diria a um amor. E você?
”Mas quem será que perdeu um tempo precioso assim?”.
É o mesmo tempo?
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